quinta-feira, 26 de junho de 2008

Resguardo.

Não raramente percebo as pessoas que me rodeiam afastadas de mim. Fiquei pensando então sobre o que leva as pessoas a se afastarem. Pensei em mil teorias, mas nenhuma fez muito sentido. Eis que a resposta surge em um momento de silêncio, um momento meu. A resposta, óbvia e evidente, pôs se em minha frente refletida no espelho.
As pessoas não se afastam de mim, sou eu quem me afasta delas.
Entretanto, outra pergunta surge.
Um sonoro 'por que?' vem a minha mente quase que me deixando surda.
Uma pergunta direta merece uma resposta direta.
Então serei direta: MEDO. É por medo que me afasto. Talvez seja um ato de defesa, uma maneira que achei para não me machucar, pois, abandonar dói demasiadamente menos do que ser abandonada.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Porfavor...

...umavidanovaecincopãeszinhos!

Intercâmbio de sentimentos.

Ainda lembras o que escreveras há algum tempo atrás?
Será que suas palavras foram interpretadas da maneira que esperavas?
Lembra do que sentia ao escrevê-las?
O que passava por tua mente? Estarias, ao menos, sóbrio?
Qual livro estava te esperando na cabeceira da cama?
Que música cantarolava baixinho quando se via sozinho?
Só você sabia da importância dela para ti, ou compartilhava isto com alguém?
Naquele dia, como você estava espiritualmente?
Estava em paz, ansioso. Como?
Diga-me, sacie minha curiosidade.
Prefere esquecer o que passou
Ou prefere continuar vivenciando o passado?
Relembrando.
Continua a acreditar em suas teorias malucas?
Ainda tens aquela mente alienada?
Suponho que não.
Anos se passaram, e como uma cobra, trocaste a pele, a casca.
Tornou-se um homem maduro, com idéias agora sensatas.
Sua alma, como vai?
Não sei por que, mas eu preciso saber.
Longe de mim querer me intrometer na vida alheia.
Mas sinto necessidade de trocar algumas palavras e vivências com pessoas como você. Pessoas pensantes, musicistas, densas. Pessoas como eu.

Estou aqui com o intuito de propôr-lhe um intercâmbio.
Um intercâmbio de sentimentos.
Sentimentos e palavras.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Adormecida - Castro Alves

Uma noite eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras
Iam na face trêmulos — beijá-la.

Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava, ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
P'ra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! — tu és a virgem das campinas!
"Virgem! tu és a flor da minha vida!..."

segunda-feira, 23 de junho de 2008

(...)

Estranheza. Confusão. Feiura. Crimes. Desastres. Culpas. Inexorabilidade.
Erros. Equívocos. Surpresas. Problemas. Desequilíbrio.
Letras. Lágrimas. Bagunça. Música.
Silêncio. Insegurança. Lembranças. Segredos.
Cinzas. Goles. Cheiros. Vomitos.
Visões. Pressentimentos. Ilusões.
Eu.
E as mais variadas sensações e gostos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Me deixem em paz, ou apenas me levem!

Me recuso a tomar daquele remédio, não quero melhorar desta doença, eu quero mesmo é que ela se agrave.
Eu quero me ver sangrar, eu quero me ver vomitar na cara do mundo, eu quero me ver agonizar de dor tentando expulsar algumas últimas palavras, eu quero sair daqui.
Eu quero algo que não posso querer, eu quero o que não me é permitido conseguir.
Há três anos eu quero.
Eu quero partir!

Wake up.

A única coisa que eu queria, mesmo, era acordar.

É, acordar!

Isso tudo só poder ser um pesadelo.

Alguém me acorda, por favor!

Nightmare.

Então, me vejo a beira de entrar em colapso. Minha maior vontade é de fugir, chegar em uma praia deserta e gritar. Eu estou cansada das coisas ao meu redor, cansada de dar e compartilhar quando eu estou precisando receber. Cansada das pessoas fúteis ao meu redor, cansada de sorrisos falsos e mentiras estúpidas. Olho a minha volta e percebo que há algo errado, pessoas alienadas frustrando seus semelhantes.
O que está acontecendo com as pessoas?
Por que mentem?
O que pensam ganhar com tudo isso?
Isso é demais pra mim, o mundo é demais pra mim.
Essa dor é mais do que posso suportar.
E eu... Eu ainda irei me afogar nas lágrimas que meus olhos cansados insistem em jorrar.
Irei me machucar com as palavras que saem forçadas pela minha garganta doente.
Irei enlouquecer com meus sonhos, que por mais belos que sejam no começo, se transformam em terríveis pesadelos.
ME DEIXEM!
ESQUEÇAM QUE EU EXISTO!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

De erro em erro.

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz." (Sigmund Freud)

Não, obrigada!

Algo está me incomodando. Incomodando de verdade. E está começando a doer. doer n'alma. Eu preciso de um tempo, mas eu não posso ter mais tempo do que já tive. Preciso acordar. As coisas estão mudando, as coisas estão acontecendo. Mas eu não consigo. As coisas estão indo e vindo, as coisas estão se fortalecendo. Eu preciso de ajuda, um balde de água fria talvez. As coisas, ah, as coisas! Eu preciso, eu posso, mas eu não quero, não, obrigada!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Eu, só eu.

Pensamentos, o som do ar entrando e saindo, os pés inquietos, as mãos geladas.
Não desejo nada mais que isso.
Eu me quero.
É só de mim que eu preciso.
Eu quero comunicar-me com meu eu interior.
Eu quero brigar comigo mesma.
Quero escutar calada e de cabeça baixa tudo o que a tempos estou tentando dizer.