terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu me odeio por te enxergar em todos os lugares. Me odeio por achar completamente atraente garotos de cabelos enrolados e (com cara de) drogados. Eu me odeio por ter deixado as coisas confusas entre a gente e mais ainda por não mais conseguir olhar diretamente em seus olhos. Eu me odeio por ter um poster da SUA banda favorita na cabeceira de MINHA cama. Me odeio por fingir que nós tínhamos uma relação normal e me odeio mais ainda por não ter conseguido (man)ter uma relação normal contigo. Eu me odeio por não ter dito o que sentia por você e mais ainda por estar bêbada aquele dia. Eu me odeio por ter te obrigado a dizer aquilo e mais ainda por ter me calado depois. Eu me odeio por ter ido atrás de você e mais ainda, muito mais, por não ter conseguido gritar teu nome.

domingo, 17 de maio de 2009

Seu coração batia tão forte que mesmo se eu não estivesse acostada em seu peito eu sentiria a batida dele, eu escutaria, eu... Silêncio, três palavras, seus olhos nos meus, a rua, desvio o olhar, sua mão em meu rosto, você repete, eu vermelha, calada, assustada, não, por que isso? Sim, eu também, não, eu não, eu nunca, não posso, eu não consigo. Eu gosto, não amo, eu... Não? Eu menti, eu sim, várias vezes. Por medo, coragem, eu... Não sei, não faz sentido. Eu, você... Você me ama? Estou atrasada, desdenho, seus olhos nos meus, minha consciência, Deus, como pesa! E você, você sabe o porquê, sei que sabe.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Olha,

o amor já tá vazando pros outros e você vai mesmo me deixar aqui sozinha dançando a música?"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E lá vou eu, seguindo a vida, dando umas paradas cá e lá.
As vezes entrando numas vias erradas.
Correndo na escuridão com lanterna desligada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

I am trying to break your heart.

Estou desesperadamente tentando fazer com que você me odeie
Sei que estaria mentindo dizendo que não é fácil
Eu poderia fazê-lo avesso a mim com uma única frase
Citando alguns nomes, ou apenas um
Sim, um seria o suficiente
Mas estou sendo cuidadosa
Não quero machucar a ti
E, confessando meu egoísmo, não quero me machucar

domingo, 3 de maio de 2009

O J ão que me desculpe, mas o recado que ele me pedira para lhe dar foi perdido em meio à explosão de pensamentos e sentimentos que se propagaram pelo meu corpo ao ver a sua imagem, você, ali, surgindo, esvanecendo.
E eu, gélida, tremendo, sequer consegui olhar em seus olhos, olhos esses sempre tão vermelhos. Olhos que me atraem, mas que ao mesmo tempo me repelem.
Olhei para o lado contrário de ti, sim, para meus pés, para as plantas do quintal ao meu lado, para o mar no fim da rua...
Ou, não, olhei para dentro de mim, em busca dos cacos que aqui ficaram espalhados, em busca de sanidade, de equilíbrio mental...

Tropecei. Envergonhada, ri. Você já havia passado. Tentei disfarçar o nervosismo. Comentei sobre o pássaro morto no meio da rua. Olhei de soslaio para trás e fiquei me perguntando se você também faria isso.

"Como somos ávidos de um olhar!
(...)
Meu caro, flutuo nesta incerteza e a consolação única é dizer a mim mesmo: "Talvez ela tenha se voltado para me olhar!" Talvez!...
Boa noite! Ah, como eu sou criança." (Goethe)