terça-feira, 27 de julho de 2010

I live in the zoombieland.

Acordo as 5h58 da manhã (quase) todo dia. Meu celular toca oito minutos depois. E depois de quinze ou vinte eu começo a me vestir. Levanto. Vou até o banheiro e molho o meu rosto. Jogo minhas coisas na bolsa e saio de casa. Assim começam meus dias.
Mas hoje, segundo dia depois de voltar de férias da minha cidade natal, litoral, calmaria, foi diferente.
Acordei as 5h58. Meu celular tocou oito minutos depois. Me sentei na cama. Mas não consegui ir além disso. Eu não via sentido para ir além disso. Eu não enxergava nada que me incentivasse ir além disso.
No semestre passado o que me deixava feliz era sair correndo de casa e voltar de noite para dormir, para, no outro dia, sair correndo e ficar de novo o dia todo fora. 
Hoje eu tenho medo do que eu estava me tornando.
Passar uns dias longe foi passar uns dias com pessoas de verdade. Pessoas com problemas reais. O que me fez perceber o quão sem vida é essa cidade. Cinza. As pessoas, em sua maioria, são de mentira. Robôs. Zumbis.
Andam sem olhar para o lado. Vivem em torno de seus próprios umbigos. Ficcionam problemas insignificantes. Alarmam-se por pouco. Correm, lutam, sangram e morrem por um único objetivo. Alguém as avise. É inútil. Desnecessário. Ridículo. 
Vamos lá, tente(mos) olhá-las. Elas devolverão um olhar espantado. É como se houvesse  medo de (se) compartilhar. Egoístas!. Puxe assunto, uma resposta já é um grande feito. Mas tente ir além. Fale sobre o mundo, fale sobre tudo. Respostas? Ignorância, negação, alienação. E, as vezes, propositalmente. Vive com seus medos a flor da pele. É como se alguém fosse capaz de roubar suas almas a qualquer momento.
Andam com pressa, te esbarram. E sequer serão capaz de voltar-lhe um olhar. Ainda xingam. Xingam como se todos fôssemos culpados. De quê? De seus medos? Se fazem de vítima. E parecem sentir prazer nisso.

sábado, 24 de julho de 2010

Estou deitada há quase 6 horas absorta em pensamentos. 
Salvo alguns poucos movimentos e risos, não me mexi. 
Já é quase de manhã. 
Brinco comigo mesma, com minhas lembranças. 
Estou alheia ao mundo. 
Já não sei se a luz está acesa ou apagada, tampouco me importa. 
Mas há uma fresta na janela, percebo pelo vento gelado vindo ao encontro de meus ombros nus. 
Vontade repentina de ir lá fora ver as nuvens. 
...
Começou a chover. 
Agora eu durmo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Se eu não fosse quem eu sou, se eu não fosse eu...
 Se eu escolhesse alguma religião, se eu mudasse a estação para sua rádio favorita...
Faria diferença?"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pedro (Neschling) olha para um brownie e pensa em sexo. Um bolo quentinho e molhado na boca de uma mulher faz com que ele queira ser... um bolo quentinho e molhado na boca de uma mulher. “Estava jantando com umas amigas e elas pediram um brownie. Fizeram aquela cara de mulher quando come brownie. É foda. Por melhor que seja, nunca vou conseguir fazer uma mulher chegar a essa cara. A gente nunca vai saber o que é dar esse prazer a vocês. Queria ser um brownie [risos].”
Li isso e senti uma vontade louca de comer brownie!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

- É uma questão de vida ou morte!... 
- E o que não é?

terça-feira, 6 de julho de 2010


O que é isso tudo? 
Não sei. 
Talvez seja amor. 
Ingênuo, bobo, inocente. 
Talvez paixão. 
Dilaceradora. 
Ou quem sabe desejo. 
Reprimido, escancarado. 
Ou apenas diversão. 
Mas ainda é mais fácil acreditar em carência. 
Talvez por fazer mais sentido. 
Da minha parte, com certeza, carência. 
Da parte dele, da dela, aí já não sei.
Sim, triângulo amoroso. 
Um tipo de ménage a tróis sem sexo. 
Ou com. 
Sexo intelectual. 
De palavras, ideias e desejos.
Que se misturam, entrelaçam, sobem um em cima do outro. 
Na cozinha, na mesa de sinuca, no chão do sótão. 
Regado a arranhões, mordidas e sangue.