segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Porcos fardados!

Museu Oscar Niemayer, 17 horas de um domingo.
Tinha chovido mais cedo, pensei que o MON estaria vazio, mas não estava.
Os bancos estavam todos ocupados então nos sentamos no pé daquela árvore... Aquela lá, a última.
Estávamos conversando quando...

"Ih, alá os porco!"
"Será que vão enquadra a galera?"

Mas nisso, a galera foi se levantando e saindo de seus lugares.
Dando espaço pra "autoridade" passar.
Medrosos.

E lá ia, a policia passando, de queixo levantado, fingindo atenção.

Eu observando.
Eles andando em direção da árvore. A última. Na nossa.

Havia sobrado um casal (de amigos) por ali também.
(Era para ser) Um flagrante de prato cheio. A garota pitava um. Passou para o garoto que deu uma bola. Ela olhou para o lado e lá viu os porcos se aproximando.
Eu, que observava a cena, achei engraçado.
Ela deu um tapa na mão do garoto e falou: A policia, meu!
O garoto passou o braço em seu pescoço e saíram de lá, como um casal (de namorados) feliz.

Continuamos ali, não havia o que temer.

"Se não chegaram em ninguém ainda, nem vão chegar." falou meu amigo.

Opa, ele se enganou.

Os porcos vieram na nossa direção e...
"Tudo bem por aqui?" perguntaram.
"Sim, tudo bem."
"Tudo bem mesmo?"
Aí nisso meu amigo resolveu ir além e falar "Sim, por quê? Algum problema?"
"Isso é o que EU que-quero saber!" disse um policial gaguejando.
"Não, aqui não tem problema nenhum." eu disse.

Eles então deram três passos, mas se voltaram para nós e disseram "Vocês, cuidado, estamos de olho!" e saíram.

Juro, eu não aguentei... Comecei a rir!

Meu amigo chamou aquilo de arrogância.
Eu chamo de medo.

Porcos tem medo de quem não tem deles.
E quem tem medo, trata os outros assim.

Ponto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O interesse começou cedo. De uma forma natural. Ouvia falar sobre, mas não conhecia ninguém que fazia parte do meio. Foi mais a fundo no assunto com 13 para 14 anos. Descobriu que não era maléfico. Ao menos não tanto do que é aceito pela sociedade. O interesse só crescia, mas, antes, queria amadurecer suas idéias.
Capricórnio, sinônimo de cautela.
Mas de nada adiantou. A primeira experiência não foi planejada. Ela simplesmente aconteceu. E foi assim. Na companhia do álcool. Vodka e suco, vodka e gelatina. Era uma sensação de 'que se foda!'. E que se foda mesmo. Um dia inesquecível. Dia recheado de sorrisos, risadas e gargalhadas. E da pseudo-inocência ao acender (escondido) um narguile.
A segunda vez foi por vontade própria. Caiu no chão várias vezes. Apagou. Sem saber o porquê. Nervosismo? Emoção? Vergonha? Ou simplesmente estava tão além que sequer podia firmar o pulso?
As experiências posteriores foram se tornando cada vez mais naturais...
Mais ricas.
A cada experiência, uma sensação nova. E é engraçado como tudo depende do psicológico do momento. As vezes se fala demais, as vezes se fica triste, as vezes criativa, inquieta, as vezes... as vezes se fica viajando em pensamentos, as vezes sequer pensa. E essa é a viagem mais sublime... O silêncio da minha mente. A paz.
E, claro! Como não falar da companhia de certos espasmos musculares? A perna que de cinco em cinco minutos se retrai...
Ah, como isso se tornou estranhamente natural!