Isso até pode soar ridículo, ou, ridiculamente engraçado, mas, tu, até pareces que é de mentira. Aliás, parecia. Vi você e o senti, sorri com seu sorriso, li você e sua interpretação de você mesmo. Isto, a leitura de ti, me fez crer em você. Apesar de suas palavras, simples palavras, me enojarem, me deixarem com náuseas, eu as vanglorio, as admiro. Elas soam tão sinceramente forjadas, exatamente, assim, como você.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Pensei ter perdido um amigo.
Mas que bobagem, ein!
O máximo que perdi foram algumas horas de risos.
Mas o amigo, eu sei, ele sempre estará lá, aqui...
Disposto a compensar os momentos
E os risos que deixei de lado por culpa de meu vil orgulho!
O máximo que perdi foram algumas horas de risos.
Mas o amigo, eu sei, ele sempre estará lá, aqui...
Disposto a compensar os momentos
E os risos que deixei de lado por culpa de meu vil orgulho!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Nunca mais beberei.
Quantas vezes já disse tal frase?
Apostas e promessas jogadas no lixo, as vi escorrer pelo ralo sem remorso. Mas, apesar de sua infidelidade e aversão a minha memória, eu não poderia fazer isso, não poderia abandonar algo que sempre esteve me acompanhando e que me ensinou tantas e infinitas coisas. Que esteve presente nos mais loucos momentos de minha vida.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Be not so sorry.
Se não me distanciar, ao menos por alguns dias, irei fingir que nada aconteceu, mas não dá, por dentro eu vou estar me remoendo de raiva, de mim e de você, e de curiosidade. Minha memória é fraca, tão afetada e embaçada. Quando me lembrar, aleluia, milagre. Não tenho coragem para perguntar a alguém o que aconteceu desta vez e talvez essa falta de coragem seja excesso de vergonha, ou não. Foi por impulso, não me contive, mas é assim, agindo impulssivamente, que vou enriquecendo minha coleção. Minha tão amada coleção... de erros. E, é seguindo meu caminho colecionando erros que consigo me manter aqui.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Memórias sagradas.
Destinado a Alisson Francisco.
Será que ainda lembras-se de mim? Nem imagina o quão foi importante em minha vida, talvez ainda o seja. Lembro quase que diariamente do jeito doce que me tratavas, suas palavras de consolo, seus desabafos. Poesia, matemática, você. Seus planos, nossos planos. Viagens que não custaram nada aos nossos bolsos, viagens feitas através do silêncio de escritos, viagens que não, não deram certo. Mas, apesar de tudo, viagens que me ensinaram a pensar, sempre, que devemos ir mais longe e seguir sempre em frente.
Agradeço a você por ter feito parte da minha vida, agradeço o tempo que perdias comigo, agradeço sua paciência. Falando nisso... Quem perdeu a paciência com quem? De uma hora à outra lhe vi longe de mim, afastado. Talvez eu tenha me afastado, talvez eu tenha lhe dado motivos para se afastar, talvez... Não sei. Sou orgulhosa, confusa, contraditória e, com quilos de arrependimento e dor empilhados em minhas costas, estou um tanto exausta. Você me fazia tão bem. Você me deixava tomada por um misto de sentimentos, algumas lágrimas, pensamentos e curiosidades. Você era um dos poucos que conseguia me deixar com um sorriso no rosto, você era um dos poucos com quem eu conseguia ser eu mesma. Eu deixei nós nos afastarmos e eu queria ter tido coragem para fazer algo, qualquer coisa, para promover nossa reaproximação, não tive, nem sabia como o fazer, por onde começar e nem onde lhe encontrar. Deixei-me virar uma completa desconhecida frente aos seus olhos. Mas saiba você que nunca saís-te de minha vida, você continua aqui, fazendo parte de mim.
Agradeço a você por ter feito parte da minha vida, agradeço o tempo que perdias comigo, agradeço sua paciência. Falando nisso... Quem perdeu a paciência com quem? De uma hora à outra lhe vi longe de mim, afastado. Talvez eu tenha me afastado, talvez eu tenha lhe dado motivos para se afastar, talvez... Não sei. Sou orgulhosa, confusa, contraditória e, com quilos de arrependimento e dor empilhados em minhas costas, estou um tanto exausta. Você me fazia tão bem. Você me deixava tomada por um misto de sentimentos, algumas lágrimas, pensamentos e curiosidades. Você era um dos poucos que conseguia me deixar com um sorriso no rosto, você era um dos poucos com quem eu conseguia ser eu mesma. Eu deixei nós nos afastarmos e eu queria ter tido coragem para fazer algo, qualquer coisa, para promover nossa reaproximação, não tive, nem sabia como o fazer, por onde começar e nem onde lhe encontrar. Deixei-me virar uma completa desconhecida frente aos seus olhos. Mas saiba você que nunca saís-te de minha vida, você continua aqui, fazendo parte de mim.
terça-feira, 15 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Eu senti falta disso.
E ponto!
Não há mais nada para acrescentar aqui.
Eu senti saudades,
Mas, eu sei que voltarei a sentí-la daqui alguns dias.
E sei também que daqui um ano
Eu voltarei aqui para, novamente, dizer que estava com saudades.
Eu voltarei aqui para, novamente, dizer que estava com saudades.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O Estouro - Charles Bukowski
demais
tão pouco
tão pouco
tão gordo
tão magro
ou ninguém.
risos ou
lágrimas
odiosos
amantes
estranhos com faces como
cabeças de
tachinhas
exércitos correndo através
de ruas de sangue
brandindo garrafas de vinho
baionetando e fodendo
virgens.
ou um velho num quarto barato
com uma fotografia de M. Monroe.
há tamanha solidão no mundo
que você pode vê-la no movimento lento dos
braços de um relógio.
pessoas tão cansadas
mutiladas
tanto pelo amor como pelo desamor.
as pessoas simplesmente não são boas umas com as outras
cara a cara.
os ricos não são bons para os ricos
os pobres não são bons para os pobres.
estamos com medo.
nosso sistema educacional nos diz que
podemos ser todos
grandes vencedores.
eles não nos contaram
a respeito das misérias
ou dos suicídios.
ou do terror de uma pessoa
sofrendo sozinha
num lugar qualquer
intocada
incomunicável
regando uma planta.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.
suponho que nunca serão.
não peço para que sejam.
mas ás vezes eu penso sobre
isso.
as contas dos rosários balançarão
as nuvens nublarão
e o assassino degolará a criança
como se desse uma mordida numa casquinha de sorvete.
demais
tão pouco
tão gordo
tão magro
ou ninguém
mais odiosos que amantes.
as pessoas não são boas umas com as outras.
talvez se elas fossem
nossas mentes não seriam tão tristes.
enquanto isso eu olho para as jovens garotas
talos
flores de acaso.
tem que haver um caminho.
com certeza deve haver um caminho sobre o qual ainda
não pensamos.
quem colocou este cérebro dentro de mim?
ele chora
ele demanda
ele diz que há uma chance.
ele não dirá
“não”
domingo, 6 de julho de 2008
Avalanche de sentimentos.
A estrada e nada mais.
Pela janela, em meio a escuridão, um céu estrelado.
O ronco do motor e algumas dúzias de pessoas desconhecidas ao meu redor.
Uma mochila, algumas roupas, um caderno e uma caneta na mão.
O rádio quebrado e alguns sussurros, alguns fragmentos de conversas.
Na mente: lembranças, sensações e emoções.
Amor e ódio.
O intuito de mudar.
Um olhar cansado, sonolento.
Um olhar cansado, sonolento.
E a certeza de que tudo valeu a pena, até aquela sensação de falta de ar.
Tudo.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Outra vez pensando?
Pensar é meu refúgio, é a melhor, se não a única, maneira de me encontrar comigo mesma. Passo a maior parte do meu tempo distraída, pensando. E não é raro as pessoas terem que me cutucar, e até gritar, para ganhar minha atenção, não que eu não goste de ouvi-las, mas pensar, para mim, é mais atraente do que qualquer outra coisa. Pensar pode ser doloroso, em boa parte do tempo é, mas a vida é assim, um tanto dolorida mesmo.
E eu gosto disso!
Mentira! Isso é uma grande mentira!
Por mais que eu diga, e afirme, que eu goste da dor, que eu me sinta bem com tudo isso, é tudo mentira!
Eu venho, sim, a anos tentando me acostumar com isso, com a dor, mas me parece algo impossível. O mundo é como um pequeno banco pendido, torto e sem encosto esquecido em meio a um milhão de montanhas de gelo. O mundo é um lugar desconfortável. Desconfortável e errado. E me sinto impossibilitada frente a ele, isso me frustra, por isso que vivo assim, perdida e pensativa. Na companhia de minha mente eu me sinto segura, o mundo nunca me afetará assim, tão fundo. Minha mente me faz esquecer o mundo, e sou eternamente grata a ela por esses momentos de paz. O mundo não faz parte de mim e eu, não, eu não faço parte do mundo.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A minha versão.
A primeira vez que te vi
Ah, eu nem te vi
Alguém me dizia sobre você
Eu apenas concordei sem nem virar o rosto
Uma hora depois, no escuro, sob a luz das estrelas
Trocamos palavras e risos
Beijos, abraços e consolos.
A segunda vez que te vi
Pensei que não lembraria de mim
Corri
E me escondi.
A terceira vez que te vi
Nem lhe reconheci
Sob o efeito do álcool
E sem muito interesse
Perguntei se lembrara meu nome
Você, envergonhado, me disse que sim
Você, envergonhado, me disse que sim
Seu amigo lhe chamou
Eu, então, saí dali.
A quarta vez que te vi
Oh céus, que vergonha
Por que disseras aquilo para mim?
Por que disseras o que sentia por mim?
Um oi de longe e envergonhado
Apenas isso.
A quinta vez que te vi
Oh céus, que nojo
Não de ti, não de mim, nem dela
Nojo do quão as pessoas podem ser dissimuladas
Repulsa,
E só.
A sexta vez que te vi
Você estava de passagem
Você estava de passagem
Aparentemente nervoso
Então sumiu
E eu...
A sétima vez que te vi
Seu olho estava colorido
Avermelhado como sempre
Você dizia que não,
Mas a quem estava tentando enganar?
Sua mão e a minha mão
Entrelaçadas
Isso era o suficiente para mim.
A oitava vez que te vi
Foi a primeira vez que procurava por ti
E eu que não fumo, pedi um cigarro.
Queria ter coragem para pedir mais,
Pois eu queria mais, eu desejava mais
Sou uma covarde, confesso
Você, um medroso, confesse.
A última vez que te vi
Desdenhei
Ou pelo menos tentei
De minuto em minuto olhava para ti
E você estava olhando para mim
Eu sorria sem graça
E seu rosto permanecia intacto
Esta, sua última lembrança em mim.
Às vezes eu sofro, querido.
Ou não estou forte o bastante para levantar
Mas os dias, eles simplesmente me afogam.
Voltando para o trabalho
Tomando café azedo
Enjoada desde o seu peito.
A próxima vez que te ver
Quando será?
Como será?
Onde será?
Será?
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