terça-feira, 31 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Sexta-Feira,
A aula acabou e o tumulto começou; pessoas indo e vindo nos corredores da faculdade e as conversas alheias se confundindo. Eu, sozinha, ia andando e tentando desviar da movimentação, inútil, a cada dois passos meus ombros se encontravam com outros. Eu queria sair dali, pensei em correr, mas hesitei. Continuei andando calmamente, cumprimentando os conhecidos que cruzavam meu caminho, mas quando avistei a porta, não pude me controlar, apressei o passo e aí sim, um festival de ombradas! Mas eu não me importava; Eu só queria sair dali! E saí!
Segui andando pelos jardins da faculdade sem destino, eu queria a solidão e lá estava ela; espalhada pela imensidão daquele campus. E de meu coração.
Mas, em meu caminho para o nada: a biblioteca. Entrei. Fiquei andando pelos corredores, aproveitando aquele cheiro bom do saber, por minutos ou, talvez, horas. Cheguei à parte de literatura estrangeira e lembrei-me de um livro que há tempos eu queria ler. Comecei a procurar. Li centenas de títulos e mais centenas de nomes de autores. E nada!
Soslaio.
Percebi que o cadarço de meu tênis estava desamarrado então me abaixei para amarrá-lo... Ao me abaixar; Achei! Lá estava o livro, com suas 705 páginas, na última prateleira da última estante do último corredor! Então, com o livro em mãos, me dirigi ao gramado mais próximo... E por lá fiquei!
Eu, o silêncio, Jorge Luis Borges e suas Obras Completas I.
terça-feira, 24 de março de 2009
ânsia!
olá, vodka, saudades, raiva, confusão, tequila, tequila, tequila, lembranças, vodka, limão, sal, açúcar, saudades, gelo, gelo, vira, cerveja, nojo, vômito, água, noite, lua, vodka, vodka, vodka, chão, sujeira, saliva, cuspe, vodka, refrigerante, suco, vodka, corre, rum, conhaque, lágrimas, lágrimas... vodka, groselha, abraço, desespero, consolo, álcool, corre...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Engolir a Lembrança. (Cérebro Eletrônico)
Eu vou te esquecer
Perder a memória
E deixar de pensar
Eu vou perder a mente
Congelar o sonho que tive contigo
Por os pés no chão na estrada de terra
Levantar a poeira dar a volta por cima
e te esquecer.
Perder a memória
E deixar de pensar
Eu vou perder a mente
Congelar o sonho que tive contigo
Por os pés no chão na estrada de terra
Levantar a poeira dar a volta por cima
e te esquecer.
domingo, 15 de março de 2009
"Olha quem está ali!"
"Quem?"
"Olha!"
Vi, respirei, tremi, estremeci, arrepiei e me calei.
Tremi, tremia.
Inquieta, os pés balancei.
As mão, as pernas...
Eu não entendia.
"É amor?"
"Oi?"
"Tudo isso... É amor?"
Capaz!
Me nego a acreditar que seja.
Não é, nunca foi e nem será.
São apenas lembranças...
"Quem?"
"Olha!"
Vi, respirei, tremi, estremeci, arrepiei e me calei.
Tremi, tremia.
Inquieta, os pés balancei.
As mão, as pernas...
Eu não entendia.
"É amor?"
"Oi?"
"Tudo isso... É amor?"
Capaz!
Me nego a acreditar que seja.
Não é, nunca foi e nem será.
São apenas lembranças...
Poucas, mas significativas;
Foi ele quem me apresentou o mundo de lá.
Foi o único que me levou ao limite (por vezes seguidas...)
Sempre, sendo lá ou cá.
E, culpa dele,
Aqueles dias se tranformaram num amontoado de memórias
Regadas de agonia.
"Se quer, vai lá, não se segure!"
"Eu não posso! Eu não vou!"
"Tomara que não se arrependa!"
Querer nem sempre é poder, huh?
Mas eu não queria.
Quiçá, quem sabe. Não sei!
Eu nunca sei. Ou, talvez... Estranho!
Chega!
Não importa mais!
"Eu não posso! Eu não vou!"
"Tomara que não se arrependa!"
Querer nem sempre é poder, huh?
Mas eu não queria.
Quiçá, quem sabe. Não sei!
Eu nunca sei. Ou, talvez... Estranho!
Chega!
Não importa mais!
O passado passou
E eu estou rezando para que ele não tenha parado ali na esquina (novamente).
E eu estou rezando para que ele não tenha parado ali na esquina (novamente).
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