domingo, 11 de maio de 2008

Nada há de (abaterabater) bater asas.

A raiva me consumindo por dentro, importuna, chega a ser repreensível. Essa vontade louca de gritar, de chutar portas e de ver aquele lindo vaso de flores se despedaçar ao encontrar a parede. Eu quero ver sangue, quero sentir o doce gosto de tal lindo tom de vermelho. Quero banhar-me com lágrimas. Quero deitar minha cabeça num travesseiro, ou quem sabe numa escrivaninha, e senti-la mais pesada do que nunca. Quero tirar meus planos do papel. Quero ver a limpidez de minha consciência ir embora. Quero fazer jus ao que pensam de mim. Quero libertar o monstro que habita escondido atrás de uma montanha de amargura aqui, dentro de meu peito.