terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Far from reality. (or not)

J – Ué, onde está o dicionário?
j – Vixe, sumiu!
J – Ele não estava aqui na estante?
j – Era para estar, mas...
J – Eu sempre deixo ele aqui!

j – É, mas ele não está aqui!
J – Quem diabos deve ter pegado ele?

j – E como vou saber?
J – Se pegam, por que não colocam no lugar depois?
j – Tá, nem falo nada sobre isso, pois eu também sou assim...
J – Quer ver que fui eu mesma que coloquei em outro lugar?

j – ...mas não é por preguiça, ou coisas assim, minha memória é fraca mesmo, eu esqueço do que fiz, do que deveria fazer e até do que não fiz, facilmente...
J – Espera...

j – ...esqueço tudo e mais um pouco...
J – Cala a boca, j! Lembrei!

j – O quê? Do que falávamos mesmo?
J – O... O dicionário! Isso! Estávamos falando do dicionário!

j – Ah, sim!
J – Nossa, hahahaha.

j – J, você não acha estranho falar sozinho?
J – Hum...

j – Não é um tanto quanto insano?
J – Não! Falar sozinho é...

j – Idiota?
J – Mas, que seja...

j – ?
J – Eu estou sozinha aqui mesmo!