E, eu descobri de uma maneira torturante que sou uma pessoa difícil. Não bastando isso, descobri que sou em demasia contraditória, anormal e patola.
Não que já não houvesse uma desconfiança de tais coisas, mas depois de alguns dias, talvez meses ou anos, cheguei a certeza.
Até vejo beleza em ser como sou, mas, confesso, ser assim é exaustante. Ser assim me transformou em uma cultivadora de olheiras; já nem me imagino sem elas, sequer lembro de meu rosto sem elas. Faz parte de mim, do meu eu.
Desse eu que vive em um mundinho imperfeito montado por mim mesma. Que peça por peça eu criei, (e)moldurei e encaixei. Mas, oh, como são belas tais peças, tortamente belas!