quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Achei meu walkman hoje e estou pensando seriamente em gravar umas fitas e voltar a usá-lo (Ele ainda funciona!). É Amarelo e cinza. Ah, tão lindo! Lembro-me ainda de quando o ganhei. Foi mágico. Andava com ele na mão pra cima e pra baixo.
E ia na mão mesmo, não tinha outro lugar para levá-lo. Pendurar na calça? Aaah, não! Brega! E mesmo que eu tentasse, não daria certo, minha calça cairia! Bolsa? Talvez, mas aí eu teria que tirar de lá para passar alguma música, para virar a fita. E eu era criança, não possuía tanta paciência assim.
As fitas! Sempre fui apaixonada por fitas, ainda sou, tenho várias! Vivia horas olhando para elas, gravando músicas, ou enfiando a caneta bic naqueles buraquinhos para 'rebobina-las'.
Mas a fase do walkman passou, e veio o discman. Nunca tive um. Nem queria. Achava estranho, feio. CDs nunca me atraíram muito. Redondos, coloridos, brilhantes. Bizarros, assustadores e ponto!
Então o mp3 surgiu, a ideia não me agradava muito. Fui avessa à tal aparelhinho por tempos, até um dia resolver usar aquele que ganhei no natal de não sei que ano e que ainda na caixa ficara guardado no guarda-roupa. Era útil, mas depois de um tempo tornou-se cansativo. Já tive vários, um quebrou, outro estragou, outro perdi e o último dei de presente para meu irmão.
E eu nunca vou esquecer de que no ápice da era mp3 eu saí de minha cidade com um rádio AM/FM com CD na mão e fui até a cidade vizinha. Os olhares estranhos... Fiquei imaginando o que estariam pensando... Me senti bem, eu não era como eles.
Hoje? Hoje sou adepta dos CDs assustadores, do rádio AM/FM com CD. Viciada em gravá-los e escutá-los de noite, na cama, deitada.
Mas, confesso, sinto falta do mp3, ele era um bom companheiro para caminhadas na praia.