quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009

Há um ano atrás eu disse que estaria pronta para o quer que fosse que 2009 reservasse para mim. Dia 1º de janeiro deste ano eu estava armada e com armadura. Eu estava, já, pronta.
Surpresas, revelações, realizações.
E eu não poderia contar nem em 365 dedos quantos momentos desse ano foram memoráveis. Foram mais, bem mais.


Virei a vida de cabeça para baixo, do avesso e a revirei, (me) surpreendi a cada segundo este ano!

Estou cursando o que eu queria, e, apesar de ter algumas idéias contrárias com o curso, estou me realizando cada dia mais, consegui notas máximas, reconhecimento dos professores, um roteiro gravado. Ah, o roteiro gravado! O ápice da minha vida acadêmica este ano. Mas por outro lado, comunicação e expressão me espera novamente. E está aí, a coisa que mais me arrependo deste ano. Por que não acordei mais cedo aquele dia? Por que? Queria acreditar que foi, pois o destino assim queria. Mas não tenho certeza se acredito em destino. Bom, pelo menos não da forma como alguns acreditam. Sempre falei que meu destino é diferente, não exatamente o meu, mas, sim, o significado da palavra quando dita por mim.

"destino
s. m.
1. Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável.
...
4. Fatalidade."

Pra mim, é mais do que isso. Ou menos, dependendo do ponto de vista.
Pra mim, se pode, sim, lutar com ou contra o destino. Destino para mim é o mesmo que seu deus. Uma força maior, do além. Diferente, não superior. Nada para mim é superior.
Você roga para seu deus, eu rogo para o destino, para que ele seja favorável a mim, no meu ponto de vista. Mas não acredito no MEU destino. Acredito no nosso. Vejo o destino como um ciclo de vida. O mais simples dos ciclos... se nasce e se morre. O que é certo para todos. Não há seres imortais.
Tanto que não há, como vi várias pessoas próximas, como dizem por aí, indo para o outro lado. Mas está aí outra coisa em que sou diferente, não creio em outro lado, outras vidas. Se morre e... se morre! Não há porquê ir além, senão, por que teríamos a vida? Não faz sentido!


Conheci pessoas maravilhosas, cada uma do seu jeitinho. Me aproximei de pessoas que nunca imaginei que seria possível. Me apoiei nos ombros de desconhecidos que ao tardar se tornaram parte de mim. Molhei com lágrimas as roupas de pessoas que eu nunca tornaria a ver. Contei segredos para pessoas que expuseram-os para o resto do mundo. Guardei segredos, guardo. Expus minha vida e minhas ideias para pessoas que eram contrárias a mim. Mostrei o outro lado da moeda para pessoas que não acreditavam ou que não conseguiam exergar que as coisas poderiam ser diferentes.

Várias coisas mudaram, outras apenas se fortificaram. Outras permaneceram ali, como estavam.

Continuo sendo a garota junkie que, acima de qualquer coisa, quer ser o que se é. Aprendi que não devo viver para os outros, devo olhar mais por mim, pois se eu não olhar, ninguém mais o fará. Precisei deixar de lado a mania de querer, sempre, servir de apoio aos outros, tenho que deixá-los andar com suas próprias pernas em certas ocasiões, mesmo que estejam rastejando. Mas que apesar desta última frase, percebi a importancia de estar presente na vida de pessoas que a mim são queridas.

Eu fui amada.

Poderia dizer que minha melhor noite do ano foi quando adormeci ao som de vários "eu te amo's". Acordei com um sorriso de orelha a orelha.
Apenas lamento pela minha não reciprocidade.

Espera! Não, eu não lamento.

Eu amei também.

Amei milhares de pessoas, milhares de sorrisos, milhares de olhares.

Dois mil e nove foi intenso.

Realizei o sonho de respirar um certo ar.
Eu (me) mudei. Senti medo. Receio.
Mas segui com a cabeça a erguida. Fiz planos. Os concretizei.
Fiz tudo o que não deveria fazer e deixei de fazer algumas que precisava.
Vivi a saudade e aprendi a importância de casa.
Percebi que não posso viver longe do mar e que a noite, apesar de perigosa, é sempre mais bela.
Fugi de responsabilidades. Embora não ter adiantado. Ela sempre me seguia, me alcançava. Mas na primeira oportunidade... Ainda fujo.
Me decepcionei e me orgulhei, me orgulhei muito.
Enterrei os pés na areia sempre que tive a oportunidade. Encostei na lua.
Tive nojo de flores e encostei no intocável.

Tornei-me. Fra(n)camente. Mais forte!