domingo, 17 de janeiro de 2010

Que música era aquela mesmo? Não lembro.
Um sorriso torto e chamativo, uma conversa divertida e ao mesmo tempo preocupada. Cuidados, elogios.
Amigos.
Um oi, dois. Felicitações.

- Ah, aquele dia eu nem prestei atenção.
- Imaginei, você estava ocupado, concentrado.
- Mas nossa, ficou bonito mesmo. Gostei!
- (...)
- Cuida bem, hein!

Por um tempo a conversa rolou. Mas não lembro do que falamos.

- Espera só o Compadrito ver isso. Vai ficar feliz!

Ele chamou o Compadrito, e ele ficou mesmo feliz.
Ficamos rindo não sei do quê.
Meu celular tocou, uma mensagem. Eu li. Calei-me.

Estava longe em pensamentos, mas escutei.
- Ela é uma menina misteriosa.
- Realmente.

A mensagem me desejava feliz aniversário, ironicamente. No fundo, estava mandando eu para, bom, aquele lugar. Não entendi o porquê. Fiquei pensativa, analisei a situação, mas não havia um porquê.

Voltei a mim. Voltei a eles.
A conversa prosseguiu e mais risos vieram.

- Chega naquela menina e fala 'Eaí, mina, firmeza?', é tiro e queda!
- Como? 'Eae, min-na, frimesa?'
- Não, frimesa é marca de leite.
- LeitE quentE!
- Hahahahahahahahaha. Tá aprendendo!
- Viu só? Mas como é mesmo? 'Eaí mi-na, frimesa?'
- É, é. Isso aí!

Nos despedimos. Queria ter ficado mais na companhia deles.

- Como é seu nome mesmo?
- Henrique, mas chama de Véio.
- Ai, que estranho isso. Eu tenho mania de falar 'véi', Véio.
- Normal, sempre dá confusão por causa disso!

E lá se foi o cabelo grisalho, a Vane e o Compadrito...