domingo, 7 de março de 2010

É isso, as vezes eu confundo meu coração com uma piñata.
Penduro-o o mais alto que consigo, mas tenho a infelicidade de não ser tão alta. Assim, ele fica ao alcance de muitos, a mercê de suas vontades.
Não bastando isso, eu pego o bastão mais duro que eu achar, vendo meus olhos e bato nele como louca. Mas ao contrário do brinquedo, meu coração não é feito de papel ou papelão... E muito menos há doces em seu interior.
Bato com força, sinto os respingos de sangue em minha pele, bato com mais força, escuto o sangue escorrendo, mais e mais força, o chão ficando escorregadio, mais e mais e mais e... eu vou perdendo as forças. Eu sugo o sangue para me revitalizar, então eu bato, bato mais, muito mais! E não desisto, bato com raiva! Eu quero o doce (que não há ali), eu preciso! E eu bato, e não vou parar, e morrerei assim, batendo!